domingo, 19 de dezembro de 2010

Quadro Monocromático.

"Dias que gastei com você
Você acha que eles foram quebrados e jogados fora?

Pelo menos me deixe ouvir o som do oceano
A sua voz
As suas palavras
Fazem um eco em torno de mim e tremem
Minhas memórias param ali

Se pudéssemos fazer isso de novo
Olhando fixamente para uma cidade que se torna azul
como em uma cena de filme

Você vai me afogar no oceano profundo e escuro?
Todo o tempo, eu tenho memórias
Todo o tempo, eu lembro.
Há uma tristeza perfurante
Minhas memórias acabam aqui

Isso se torna maior

Você não está aqui
E essa paisagem
É um quadro monocromático

E essa paisagem
Continuará em minha mente."


Monochrome Frame - Kanon Wakeshima

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

“Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso.”
- Caio Fernando Abreu.

domingo, 19 de setembro de 2010

Inquietude.

Fale peito inquieto de suas aspirações.
Se harmonize nas coisas divinas e profetize suas ansiedades.
Defina-se perante as atribulações da vida e traga as soluções oportunas a todas as suas inquietudes e desavenças,
Não deixe seu coração se debater em seu supremo amor em desarmonia com os seres viventes, mostre na hora certa a melhor opção.
Não deixe um ser inquieto com as mãos aberta à procura do orvalho da noite, sem sentir nada, pois mesmo em noite orvalhada ele ouvirá gargalhada, com tanto orvalho no céu e o mesmo orvalho no chão.


(Reinaldo Furquim Badim - "Guego, o outro lado")

sábado, 18 de setembro de 2010

you.

Hoje me subiu um frio na espinha ao lembrar de você. A saudade veio como uma brisa gelada me lembrar daquele tempo em que tudo era mais fácil, e você era mais próximo. O arrependimento apareceu, como um gosto amargo na boca, me recordando do que eu poderia ter feito e não fiz, de todas as palavras que poderiam ser ditas, mas ficaram todas aprisionadas dentro desse velho coração. O pior é viver na incerteza. Será que o que você sentia ainda se encontra aí, guardado? Eu queria saber se eu ainda passo pela sua mente...Todas essas memórias aqui, como fotos espalhadas pelo chão fazem essa ferida arder no peito. Totalmente sozinha, precisando apenas de você, precisando que você venha aqui e tire todas essas incertezas causadas pela esperança de um dia ainda te ter aqui. Sim, eu ainda preciso de você.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O seu túmulo é onde está seu coração.

sábado, 14 de agosto de 2010

Velho coração.

É tão estranho olhar o hoje e ver como tudo mudou. Me dá uma vontade imensa de chorar quando lembro do ontem, chega a me apertar o peito... Sinceramente, há muitas coisas que me fazem falta. Uma em especial. É difícil apagar as lembranças que ficam gravadas em sua memória poética, ainda mais quando alguém faz parte dela. Não ria, lhe peço, pode parecer engraçado ou sem a menor importância, mas acredite, é verdade todas as palavras que saem desse velho coração. O amor pelas coisas é o mesmo de ontem, se duvidar, ainda maior. Não me resta rancor, ódio e nem pena. Me resta lembranças, sorrisos, lágrimas e palavras, que mais singelas que sejam, me lembram o quanto esse ontem é especial e verdadeiro. E eu te agradeço por ter me ajudado a crescer, amadurecer e entender as coisas de um modo diferente do que eu antes era e por ter me ensinado tudo isso que eu sei. As lágrimas saem e o aperto aumenta, mas não se preocupe, assim que meus olhos encontrarem os seus, o aperto e a saudade vão diminuir, e você vai ver neles toda minha gratidão por fazer parte da minha vida.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Frio interno.

Hoje está frio. É uma coisa óbvia, desde o começo dessa semana o clima mudou de repente. Não é um frio normal, longe disso. Nada de coisas externas, é mais profundo do que parece. Eu, que por tantos anos sofri com isso, hoje posso dizer que aprendi a não sentir tanto frio. Mas, no momento, a situação é de extrema diferença... E passam tantas perguntas em minha cabeça, meus pensamentos parecem que vão todos atropelar-me pela rapidez com que surgem. “O que fazer?”, “O que está acontecendo?”, “Está certo? Está errado?”. Perguntas sem resposta. Perguntas das quais todas as repostas podem se modificar a cada segundo. E outro calafrio me sobe a espinha. E eu admito, tenho medo agora. Nunca senti esse medo, nem sei por que ele existe. Ou melhor, tento fingir que não sei, afinal, ele é fruto da minha memória poética. Eu tento recorrer ao coração, mas ele está mais confuso, pertubado e atrapalhado do que eu imaginava. Nem ele sabe ao menos que situação eu me encontro. Ele tenta responder as perguntas feitas, mas ele mesmo cai em contradição. O que fazer então? Dar tempo ao tempo, até que todas as respostas venham à tona...

(e eu espero que isso não dure a eternidade...)