domingo, 31 de janeiro de 2010

Ainda não é tudo

Os sonhos se aproximando, a ponto de conseguir tocá-los. Mas ainda não é tudo. Para que isso aconteça, terá que atravessar um mar de espinhos; dificuldades e frustrações ainda estão por vir... Afinal, é o preço que se paga. É a prova de que você se tornou forte o suficiente para merecê-los...
 

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nothing and nowhere.

É triste como as coisas mudam com o passar do tempo. Eu ainda te olhava a pouco, e comecei a perceber as mudanças em meu comportamento quando estamos perto um do outro. Não, eu acredito que não há mais nada dentro de mim que seja relacionado à você. Não há mais. É triste te ver passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste ouvir a tua voz ou olhar em seus olhos e não ver o resto do mundo desaparecer e nem perder o chão...

É triste ver que o amor chegou ao fim.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Aos poucos...

Tudo começava a fazer sentido e aquela visão embaçada ia se desfazendo. Com o tempo ela aprendeu que não deveria mais chorar, que não poderia mais se lamentar. Ela aprendeu que aos poucos as coisas iam tomando seu devido lugar e que nem tudo que reluz é ouro. Apesar do tombo, se reergueu. E que nem tudo é tão difícil como parece ser. Apenas é questão de tempo, ...




... "questão de tempo", repetiu para si mesma.



Apenas uma

E eu não sei como esse tempo todo eu tive a capacidade de enconder isso de mim mesma.


Por mais que eu não tenha, eu não me importo, estou dizendo a verdade...





De certa forma é estranho pois...
...me faz uma falta enorme.



E essa ausência toda corrói meu interior, mas não me deixa um vazio...


Porque a esperança do amanhã permanece sempre comigo.



E eu conto as horas pra poder ouvir apenas uma palavra que seja.



Apenas uma.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Uma parte de você




Então


ela encontra conforto nas

suas palavras...




Algum pedaço

 de você. Ela deseja...



...Intensamente.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Contos: Apenas mais um pedaço de papel...

Um pedaço de papel... Apenas mais um pedaço de papel... E nada a dizer. É como se eu me sentisse completamente vazio. De certo modo, até poderia estar.

Estava firme, me mostrava confiante. Mas na realidade, confuso. Olhava por intermináveis minutos aquele simples pedaço de papel. Era completamente e imensamente dificil dizer sobre aquilo. Não queria pronunciar nenhuma palavra no momento.

Não podia, não deveria, eu não o fizera. Simplesmente enfiei de qualquer maneira o papel no bolso, acendi mais um cigarro e continuei caminhando na rua. As cores pareciam outras. Era tudo completamente diferente ao meu ver.

Eu caminhava num ritimo calmo, mas não vagaroso. Me sentia normal, isso era estranho demais para uma pessoa cheia de emoções e sentimentos. Joguei o cigarro na sarjeta e atravessei a rua prestando atenção em cada detalhe como se fosse uma criança que acabara de vir ao mundo.

Tudo virava novidade aos meus olhos, era como se estivesse despertado de algum sonho. Sim, eu acordei pra vida!.... após olhar um simples pedaço de papel. Isso é realmente estranho, mas de alguma forma havia mudado.

Sentei num banco em uma praça, acendi mais um cigarro e retirei lentamente o papel do bolso. Estava todo amassado... mas que droga! Realmente sou descuidado demais com as minhas coisas.. Lia cada palavra escrita no papel com a maior atenção. O traço, a pressão exercida pela caneta, a cor e a textura do papel.. Era de extrema importância naquele momento.

Abaixei a mão que segurava o papel. Segurava o papel com uma certa força para impedi-lo que voasse com o vento que fazia. Era uma fria tarde de Julho e tudo parecia tão cinza. Olhava para o nada sem conformar-me com a situação e repetia em silêncio, "Mas como?"

Realmente não parecia, mas aquele papel dizia tudo. Era o que me deixava tão intrigado. Acendi mais outro cigarro. Eu estava realmente nervoso ou era falta do que fazer? Não, não sabia a resposta pra metade das perguntas que vinham a cabeça naquele momento. Voltei a olhar o papel e enfiei-o no bolso novamente. Comecei observar as crianças correndo pela grama no meio a tantas folhas secas no chão... Não, realmente não era aquilo. Só de pensar minha mão ficava extremamente fria, minha cabeça doia e meu interior ardia. Era perturbador.

Meio que desconexo, me dei conta que havia uma bela moça bem vestida ao meu lado. Morena, alta, de cabelos compridos e face de anjo. Mas se prestando atenção nela, não se via nada de encantador nos seus olhos... Será? Não pode ser. Diga que eu estou enganado!

Levantei calmamente e a moça me seguiu com os olhos. Me dirigi a uma direção oposta a que estava. Andando firmemente, senti um gesto vindo dela, mas não olhei para trás. Peguei o papel do bolso e o amacei. Atirei-o ao chão. Nisso, a moça se levantou também, e automaticamente olhei para trás. Ela estava lá, com o papel na mão... Olhei para a frente e continuei meu caminho. E dentro de mim todas as dúvidas se confirmaram.














Não havia nada de doçura em seus olhos... Eu não queria acreditar naquele pedaço de papel.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Melancolia...

Ela sabe... Ela sempre soube. Nada nunca fez tanto sentido assim, porque ela sempre sabia. Tudo. Não confundam com vidência, porque não era isso. Sexto sentido? Talvez quem sabe. Ela mesma não sabia. Parece que cada passo que dava, cada movimento ao seu redor ela já previa antes de acontecer. Ela sentia, e não estava errada em relação aquilo. Só alguns de seus sonhos e seus desejos mais secretos que a confundiam. Mas sempre estava certa nas suas escolhas. Por mais dolorosas que fossem, ela sabia que não tinha como escapar. "Dejá-Vù"? Não.


Os sonhos, todos eles crescendo a sua frente. Ela conseguia voar acima das nuvens em céus crepúsculos. Ela era livre pra escolher. Ela sempre foi e sempre será livre, depois de um certo tempo, ninguém mais conseguiu segurar de maneira alguma.

Pequenos pedaços de vida se viam espalhados à sua frente. Ela está chegando... Por esses simples pedaços ela via tudo, tudo... Ela sempre foi frágil, talvez a pessoa mais frágil que você possa ter conhecido. Aquela pessoa que gosta de receber flores, mas talvez não te retribuiria com um sorriso. Ela se mostra forte. Ela é forte. Por fora.

Uma pequena "abertura" e ela colocava tudo a perder. Ela sempre escondeu. Não se preocupe, ela estará bem. É o que ela vai demonstrar. Uma pequena garota precisando de um abraço pra se sentir segura.....

Mas é tudo uma mentira! Tudo que ela quer se torna realidade a sua frente, mas pequenos pedaços e pequenos cortes não deixam!


Porque?...

Porque bem nessas horas essas complicações aparecem? PORQUE? É a única coisa da qual ela consegue pensar... Ela não vê a hora que isso acabe e ela possa realmente ficar em paz. Um pequeno corte com um retrato de uma única pessoa e uma pequena lembrança de um momento feliz a fazem sorrir meio a lágrimas... E alguns pequenos momentos felizes que retornam a sua lembrança e pequenas palavras juntas de pequenos gestos e pequenas confissões a fazem sorrir mais ainda! Mas uma única imagem, como se fosse um videozinho de menos de 5 segundos a faz voltar a mergulhar em suas perguntas sem resposta....





"Não se preocupe, eu perdoarei você."

domingo, 3 de janeiro de 2010

Contos: "Mais um maldito dia..."

Um dia normal... Apenas mais um dia... É complicado dizer o sentimento que me prende aos meus pensamentos... É complicado até dizer o que se passa pela minha mente, porque todas as palavras se chocam contra a parede.

É estranho se sentir assim, meio que "um peixe fora d'água" como muitos dizem. Desconectada. Distraida. Desiludida (talvez)...

É apenas mais um dia em que todas as horas vão, e eu continuo nesse quarto sem fazer nada. Absolutamente nada que possa me tirar esses pensamentos.

Um papel e uma caneta são meus companheiros no momento. O papel em branco, a caneta paralisada na minha pequena e não tão delicada mão.

O que eu poderia fazer pra tirar tudo isso de mim? Toda essa amargura que preenche todo o vazio que existe dentro do meu ser?... É apenas mais um dia, mais uma tarde de sol, mais um entre os 365 dias que tem nesse ano... E eu continuo aqui, parada, me sentindo uma completa inútil!

Sem esforço algum, as lembras começam a correr na minha cabeça e eu me sinto cada vez mais confusa. Cada vez mais sem nexo as palavras saem e vão para o papel, sem fazer sentido algum... O que fazer para parar com esse sentimento do qual eu não consigo descrever?

As lágrimas afogam um coração desesperado, solitário e completamente mergulhado na amargura.

"Mais um dia... Mais um maldito dia!", eu disse para mim mesma. Porque essas correntes me prendem a essas coisas insanas? Eu me encontro mergulhada em ódio. Meu coração se encontra impaciente, em total guerra com meus pensamentos. Uma promessa quebrada, uma maldita promessa quebrada que me coloca nisso... Nessa masmorra de sonhos que se desmoronaram na minha frente e eu não pude fazer nada....


"MAIS UM DIA.... MAIS UM MALDITO DIA!", eu gritei para mim mesma. Eu ainda conseguia sentir o calor do seu abraço, o doce toque da sua pele. Como eu ainda posso pensar nessas coisas? Como eu me permito isso? Meu coração está inchado pelo ódio, veneno escorre como lágrima de meus olhos. Como?... Como eu consegui te amar um dia?... Pra que?... Pra me deixar mergulhada em trevas? Eu estou acorrentada na escuridão, de mãos atadas sem poder fazer nada!

Eu me sinto fraca, não encontro forças nenhuma pra lutar conta isso. "Mais um dia... Meu último maldito dia!", eu disse novamente para mim mesma, num tom mais baixo. Sim, eu estou sofrendo por amor. E eu ainda consigo olhar pro papel, que não está mais em branco, está todo cheio de palavras e rabiscos daquela caneta que eu segurava e todo molhado das lágrimas-veneno que escorriam de meus olhos...

"Mais um maldito dia!", e nisso eu taquei nosso retrato na parede, achando que assim todas as questões seriam respondidas e eu não voltaria a chorar... Eu me mantive cega esse tempo todo. E as minhas orações e meus gritos ninguém vai ouvir... E eu estou perdida nesse maldito dia, até que eu ame de novo...