sexta-feira, 16 de julho de 2010

Frio interno.

Hoje está frio. É uma coisa óbvia, desde o começo dessa semana o clima mudou de repente. Não é um frio normal, longe disso. Nada de coisas externas, é mais profundo do que parece. Eu, que por tantos anos sofri com isso, hoje posso dizer que aprendi a não sentir tanto frio. Mas, no momento, a situação é de extrema diferença... E passam tantas perguntas em minha cabeça, meus pensamentos parecem que vão todos atropelar-me pela rapidez com que surgem. “O que fazer?”, “O que está acontecendo?”, “Está certo? Está errado?”. Perguntas sem resposta. Perguntas das quais todas as repostas podem se modificar a cada segundo. E outro calafrio me sobe a espinha. E eu admito, tenho medo agora. Nunca senti esse medo, nem sei por que ele existe. Ou melhor, tento fingir que não sei, afinal, ele é fruto da minha memória poética. Eu tento recorrer ao coração, mas ele está mais confuso, pertubado e atrapalhado do que eu imaginava. Nem ele sabe ao menos que situação eu me encontro. Ele tenta responder as perguntas feitas, mas ele mesmo cai em contradição. O que fazer então? Dar tempo ao tempo, até que todas as respostas venham à tona...

(e eu espero que isso não dure a eternidade...)

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